quinta-feira, 25 de maio de 2023

Qual é a diferença entre Mosteiro e Convento?


 Mosteiros
: agrupam monges e monjas, pertencem às ordens monásticas. São pois o edifício e anexos onde habitam os referidos monges ou monjas. Conventos: neles vivem frades, das ordens mendicantes (Franciscanos, Dominicanos, Agostinhos e Carmelitas). São assim o edifício e anexos onde estes habitam.


segunda-feira, 8 de maio de 2023

5 fatos sobre a vida franciscana que você nunca imaginou!

 


Antes de começar, precisamos explicar para você que um dos principais pilares que sustentam a vocação franciscana é a fraternidade. Em outras palavras: um título que nos transforma em irmãos de tudo e todos. É por isso que dizemos que nenhum frade vive sozinho ou em solidão.

Além disso, na nossa fraternidade não existem chefes, senhores, abades ou priores, porque todos têm o mesmo caráter: o de serem simplesmente irmãos menores em missão. Assim, podemos dizer que o nosso estilo de vida não é formado por uma organização “vertical”, mas, sim, muito mais “horizontal” e coletiva. Certo?

Então, agora, vamos conhecer um pouco mais sobre a vida franciscana?

1 - Liberdade também é um pilar.
Existe um longo percurso de estudos e dedicação para quem deseja seguir a vida franciscana. Além disso, aqui, aprendemos a viver com simplicidade e perto da natureza. Mas isso não significa ter uma vida de enclausuramento, longe de tudo e todos. Nossa vida continua sendo a mesma: nos divertimos, temos hobbys, praticamos esportes (de futebol a escalada), trabalhamos (como engenheiros, advogados, filósofos, professores, jornalistas), rimos, ouvimos músicas, dirigimos e andamos tranquilamente pelas ruas quando queremos.

2 - A diversidade faz parte e nos fortalece.
Acreditamos que as nossas diferenças são capazes de tornar a vida em fraternidade mais forte e completa. Enquanto alguns freis estudam engenharia, outros preferem filosofia. Tem aqueles que escolhem biologia e os que preferem manter-se na teologia. Aqui, você é livre para ser você, ter os seus hobbys e o seu ritmo. O que importa é a vida em fraternidade, sem posses e com o coração desprendido, onde juntos somos um.

3 - Defendemos causas da sociedade
Seja em defesa da natureza, de uma comunidade carente que foi esquecida pelo estado, que sofreu com um desastre natural (como o terremoto do Haiti) ou até uma ação mais simples em prol dos animais. É essa crença que torna a missionariedade um pilar tão importante da vida franciscana. Com pequenas ações, paciência e muita insistência, o nosso trabalho muda o entorno, tornando a vida mais digna, proveitosa e alegre.

4 - Somos simples (e muito felizes)
Simplicidade não é ser miserável. Na verdade, quando falamos sobre simplicidade, falamos sobre viver com o que precisamos (e só). Sem luxos e sem excessos. Ao longo dos anos, aprendemos como o contato com o meio ambiente é importante e faz bem, como ler um bom livro pode confortar a alma e como uma conversa sincera com nós mesmos (ou com o próximo) enriquece o espírito. Além de uma vida mais leve, essas crenças contribuem para um mundo mais sustentável e consciente.

5 - Não estamos off!
Pelo contrário, estamos muito conectados. Com o mundo, com as pessoas e com a comunidade. A diferença é que, uma vez que aprendemos a valorizar uma vida mais simples, descobrimos como o “mundo off” pode ser muito mais colorido, tranquilo e estimulante. Ao mesmo tempo em que viajamos pelo mundo inteiro, fazendo o bem e transformando o mundo sem pensar em fronteiras, também navegamos pela internet para nos mantermos atualizados sobre tudo o que está acontecendo aqui e agora, em todo o lugar.

A vida franciscana é para todos os homens que tem Deus no coração e tem motivação para transformar o mundo. Se você chegou até aqui, é porque você tem tudo isso. Que tal começar aos poucos?

História Vocacional: Ela conta que se rendeu aos encantos da vida religiosa

 


"Eu paguei a língua", disparou a Irmã Maria José de Sá, quando em uma conversa descontraída de um domingo a noite, ela relembrava sobre seu processo vocacional para ingresso na Congregação das Irmãs Franciscanas do Sagrado Coração de Jesus. De acordo com o Dicionário da Língua Portuguesa,  a expressão "pagar a língua" é usada quando alguém faz algo que dizia ser contra. 

A sorridente freira sergipana conta que no seu processo inicial de descoberta da vocação, a primeira reação foi rejeitar o estilo de vida e também o modo de vestir das religiosas. "Olhava aquela roupa toda e negava que seria minha opção de vida, meu primeiro contato foi o de não aceitar e dizer que jamais queria aquilo pra mim", relembra, acrescentando, "poucos meses depois já estava pensativa e me questionando a razão de não querer ir e, realmente estava disposta a abraçar essa vida", declara, salientando que se entregou aos encantos da vida consagrada.

A franciscana já soma mais de três décadas de Convento, desse período ela já trabalhou mais de quinze anos com crianças de orfanato e atualmente os seus dons ela utiliza cuidando de freiras idosas e acamadas.

Dona de uma vivacidade típica do povo nordestino, a freira vive longe da terra natal, mas um vez por ano vai de férias ao encontro dos familiares. "É uma tia querida, quando chega em casa os sobrinhos vão logo ficar por perto ", contou Aloísio, irmão mais velho da religiosa.

Atenciosa com quem precisa de cuidados. Eis a definição de Geilza de Sá, irmã caçula da franciscana e que nos afirmou não Imaginar Maria José em outro estilo de vida.

O irmão mais velho nos revelou que os dois sempre foram bem próximos, sobretudo na juventude, quando ela tinha desejo de sair e os pais não permitiam. "Ela tinha vontade de ir em algum lugar, alguma festa e mãe não deixava, mas eu sempre me oferecia e ela ia junto comigo". 

Sobre a aceitação pela escolha da vida religiosa consagrada, o primogênito da família De Sá disse que o pai sempre foi tranquilo para acolher, mas a mãe acabou relutando para a filha não ir embora de casa, porém com o passar do tempo isso foi mudando, pois a felicidade era algo encontrado pela jovem sergipana.

Crônica da Fundação do Mosteiro do Salvador

O Mosteiro do Salvador nasceu quando a  Congregação Beneditina do Brasil festejava os 150 anos de existência. O Cardeal Primaz do Brasil, D....