sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

Crônica da Fundação do Mosteiro do Salvador


O Mosteiro do Salvador nasceu quando a  Congregação Beneditina do Brasil festejava os 150 anos de existência. O Cardeal Primaz do Brasil, D. Avelar Vilela pediu a Me. Abadessa Luzia Ribeiro de Oliveira OSB, do Mosteiro de Belo Horizonte, uma fundação em Salvador. Após dois meses o Capítulo das monjas reuniu-se no dia 26 de maio de 1977 e decidiu assumir a fundação. Foram escolhidas para a fundação na Bahia: Madre Joana Calmon Villas-Bôas, Prioresa; Ir. Pia, Ir. Marta Beatrice, Ir. Vera Lúcia e Ir. Ivone, esta última monja da Congregação da Rainha dos Apóstolos, para ajudar a fundação. O grupo escolheu para o seu mosteiro o nome de Mosteiro do Salvador, cuja festa patronal é celebrada no dia 6 de agosto, “Transfiguração do Senhor”.  

segunda-feira, 14 de agosto de 2023

Domingo da Vida Consagrada - 20 de agosto


O terceiro domingo do Mês das Vocações, 20 de agosto, é dedicado à vida religiosa consagrada. Nesta data, a oração pelos irmãos e irmãs de vida ativa e contemplativa e também os leigos e virgens consagrados.

Para celebrar esta vocação tão especial na Igreja, a Conferência dos Religiosos do Brasil promove a IV Semana da Vida Consagrada, de 20 a 26 de agosto. A programação inclui momentos de reflexão e formação, transmitidos pelo canal do Youtube da CRB. Confira a programação completa.

Se na sua paróquia ou comunidade, há presença de congregações religiosas, valorize-as neste período, gerando conteúdo para todas as redes que podem ser desde a história da congregação até testemunhos dos consagrados que ali estão.

Professor José Jerônimo na festa de Santa Clara no Convento do Desterro

 O encerramento dos festejos em louvor à Santa Clara, no Convento do Desterro,  em Salvador,  padroeira da televisão e também do primeiro monastério feminino da América Latina, foi marcado por uma missa festiva, quermesse, música ao vivo, encontros e reencontros. Ex-alunas do Orfanato da Imaculada Conceição, que funcionava na casa religiosa também estiveram presentes no momento celebrativo. Um dos convidados pelo capelão do Desterro, frei Mario Erky e as irmãs franciscanas do Sagrado Coração de Jesus, para este momento festivo, foi o professor aposentado da UEFS e ex- monge beneditino, José Jerónimo, que ao final da missa falou aos presentes, em especial aos estudantes da tradicional escola católica da capital baiana, o Colégio Franciscano Santa Clara, que neste mês celebra 58 anos de serviços prestados à população.

Embora emocionado, ele não perdeu as características de um bom mestre e direcionou sua reflexão ao público estudantil, quando pontuou aos presentes sobre a importância de cada um viver sua fase, criança viver o tempo da infância, adolescente viver a adolescência e adulto ser adulto. (Blog da Feira)

Missa festiva marca encerramento dos festejos em louvor à Santa Clara

 


O encerramento dos festejos em louvor à Santa Clara, padroeira da televisão e também do primeiro monastério feminino da América Latina, foi marcado por uma missa festiva, quermesse, música ao vivo, encontros e reencontros. Ex-alunas do Orfanato da Imaculada Conceição, que funcionava na casa religiosa também estiveram presentes no momento celebrativo.

Um dos convidados deste dia festivo foi o professor José Jerônimo, que ao final da missa falou aos presentes, em especial aos estudantes da tradicional escola católica da capital baiana, o Colégio Franciscano Santa Clara, que neste mês celebra 58 anos de serviços prestados à população soteropolitano.

Embora emocionado, ele não perdeu as características de um bom mestre e direcionou sua reflexão ao público estudantil, quando pontuou aos presentes sobre a importância de cada um viver sua fase, criança viver o tempo da infância, adolescente viver a adolescência e adulto ser adulto.

 

segunda-feira, 3 de julho de 2023

Construir família ou seguir a vida religiosa?

 Ambas são vocações cristãs e exigem dedicação, mas como saber qual delas seguir? Entender a missão de cada uma vai te ajudar a chegar a essa resposta. 

 

Vida religiosa 

 

Ser religioso significa entregar a vida plenamente a Deus e aos irmãos. É encontrar no Pai a segurança, a alegria, a realização total. É estar disposto a seguir os preceitos de Cristo para ser um exemplo vivo do Evangelho, de forma intensa e generosa. Viver o projeto do Reino de Deus deixado por Jesus.  Ser religioso é fazer votos de pobreza, obediência e castidade.  

 

Para discernir esse chamado divino, busque orientação espiritual, um sacerdote ou uma religiosa para ajudá-lo. Faça algumas perguntas a si mesmo sobre a vocação ao sacerdócio ou à vida religiosa: 

 

1 - Tem vontade de entregar a vida para o Senhor, ser como Jesus, totalmente disponível para ajudar na construção do Reino de Deus? Seguir a vida religiosa é viver em união com Jesus e com a Igreja.  

2 - Gosta de rezar, meditar a Palavra de Deus e participar da liturgia? Sem isso a vocação à vida religiosa não se sustenta.  

3 - Você ama a Igreja? Seguir a vida religiosa exige fidelidade à Igreja. Acolher as orientações do Papa e dos bispos. Ter devoção a Nossa Senhora  e aos santos. Buscar os sacramentos como caminho de santidade. Procurar diariamente meditar a Sagrada Escritura.

4 - Deseja estudar teologia, filosofia e tudo o mais que o Magistério Sagrado da Igreja recomenda e ensina? Ser religioso implica fazer meditações, retiros espirituais e a busca permanente pela santidade.  

4 - Está disposto a viver uma vida de penitência, na simplicidade, e na obediência irrestrita aos superiores? Acatar as decisões do bispo ou da autoridade maior é dever de todo religioso (a) ou sacerdote. 

5 - Daria a vida pela Igreja, pelo povo de Deus e por Jesus Cristo? Ao optar pela vida sacerdotal ou religiosa você precisa se entregar de corpo e alma a ela; não pode ser mais ou menos sacerdote ou religioso (a).  


#Vida familiar 

 

Você cresceu dentro de uma família, com pai, mãe e irmãos. Conhece de certa forma o dia a dia e as responsabilidades de viver em família. Já se imaginou na condição de mãe? Essa é uma vocação muito bonita, exige compromisso, amor, ser uma boa cristã e educar os filhos na fé.  

Alguns questionamentos o ajudarão a entender se construir família é sua vocação: 

 

1 - Percebe em si a vontade de amar e cuidar do esposo e dos filhos que virão? 

2 - Você tem interesse por tarefas relacionadas à vida de casada e se sente bem ao fazê-las?  

3 - Gosta de encontros de família, de estar, brincar e ensinar as crianças com as quais tem contato? 

4 - Você se imagina projetando uma casa/lar para si e para sua família?  

5 - Quando aprende algo ou alcança uma realização, você se imagina oferecendo o fruto disso ou o seu melhor para alguém em especial? 

6 - Consegue se imaginar rezando em família? Acompanhando seus filhos na catequese e na missa? 

 

 

domingo, 4 de junho de 2023

Vida Consagrada: a beleza da pertença a Deus em suas diversas expressões


 Celebrado desde 1997 e instituído pelo Papa São João Paulo II, o dia da vida consagrada ‘’pretende ajudar a Igreja inteira a valorizar sempre mais o testemunho das pessoas que escolheram seguir a Cristo mais de perto, mediante a prática dos conselhos evangélicos e, ao mesmo tempo, quer ser para as pessoas consagradas uma ocasião propícia para renovar os propósitos e reavivar os sentimentos, que devem inspirar a sua doação ao Senhor.

Como ressaltou o Concílio (cf. Lumen gentium, 44), a vida consagrada «imita mais de perto, e perpetuamente representa na Igreja a forma de vida que Jesus, supremo consagrado e missionário do Pai para o seu Reino, abraçou e propôs aos discípulos que O seguiam» (n. 22).” (Mensagem para a celebração do I Dia da Vida Consagrada)

Em suas múltiplas expressões, a vida consagrada revela a íntima vocação da Igreja, de pertencer somente ao seu Senhor. A diversidade de carismas e formas de vida consagrada revelam a beleza do pertencimento a Deus, cada uma com sua identidade.

O consagrado é alguém que dá testemunho de que o mundo pode ser diferente, como uma antecipação do eterno.


quinta-feira, 25 de maio de 2023

Qual é a diferença entre Mosteiro e Convento?


 Mosteiros
: agrupam monges e monjas, pertencem às ordens monásticas. São pois o edifício e anexos onde habitam os referidos monges ou monjas. Conventos: neles vivem frades, das ordens mendicantes (Franciscanos, Dominicanos, Agostinhos e Carmelitas). São assim o edifício e anexos onde estes habitam.


segunda-feira, 8 de maio de 2023

5 fatos sobre a vida franciscana que você nunca imaginou!

 


Antes de começar, precisamos explicar para você que um dos principais pilares que sustentam a vocação franciscana é a fraternidade. Em outras palavras: um título que nos transforma em irmãos de tudo e todos. É por isso que dizemos que nenhum frade vive sozinho ou em solidão.

Além disso, na nossa fraternidade não existem chefes, senhores, abades ou priores, porque todos têm o mesmo caráter: o de serem simplesmente irmãos menores em missão. Assim, podemos dizer que o nosso estilo de vida não é formado por uma organização “vertical”, mas, sim, muito mais “horizontal” e coletiva. Certo?

Então, agora, vamos conhecer um pouco mais sobre a vida franciscana?

1 - Liberdade também é um pilar.
Existe um longo percurso de estudos e dedicação para quem deseja seguir a vida franciscana. Além disso, aqui, aprendemos a viver com simplicidade e perto da natureza. Mas isso não significa ter uma vida de enclausuramento, longe de tudo e todos. Nossa vida continua sendo a mesma: nos divertimos, temos hobbys, praticamos esportes (de futebol a escalada), trabalhamos (como engenheiros, advogados, filósofos, professores, jornalistas), rimos, ouvimos músicas, dirigimos e andamos tranquilamente pelas ruas quando queremos.

2 - A diversidade faz parte e nos fortalece.
Acreditamos que as nossas diferenças são capazes de tornar a vida em fraternidade mais forte e completa. Enquanto alguns freis estudam engenharia, outros preferem filosofia. Tem aqueles que escolhem biologia e os que preferem manter-se na teologia. Aqui, você é livre para ser você, ter os seus hobbys e o seu ritmo. O que importa é a vida em fraternidade, sem posses e com o coração desprendido, onde juntos somos um.

3 - Defendemos causas da sociedade
Seja em defesa da natureza, de uma comunidade carente que foi esquecida pelo estado, que sofreu com um desastre natural (como o terremoto do Haiti) ou até uma ação mais simples em prol dos animais. É essa crença que torna a missionariedade um pilar tão importante da vida franciscana. Com pequenas ações, paciência e muita insistência, o nosso trabalho muda o entorno, tornando a vida mais digna, proveitosa e alegre.

4 - Somos simples (e muito felizes)
Simplicidade não é ser miserável. Na verdade, quando falamos sobre simplicidade, falamos sobre viver com o que precisamos (e só). Sem luxos e sem excessos. Ao longo dos anos, aprendemos como o contato com o meio ambiente é importante e faz bem, como ler um bom livro pode confortar a alma e como uma conversa sincera com nós mesmos (ou com o próximo) enriquece o espírito. Além de uma vida mais leve, essas crenças contribuem para um mundo mais sustentável e consciente.

5 - Não estamos off!
Pelo contrário, estamos muito conectados. Com o mundo, com as pessoas e com a comunidade. A diferença é que, uma vez que aprendemos a valorizar uma vida mais simples, descobrimos como o “mundo off” pode ser muito mais colorido, tranquilo e estimulante. Ao mesmo tempo em que viajamos pelo mundo inteiro, fazendo o bem e transformando o mundo sem pensar em fronteiras, também navegamos pela internet para nos mantermos atualizados sobre tudo o que está acontecendo aqui e agora, em todo o lugar.

A vida franciscana é para todos os homens que tem Deus no coração e tem motivação para transformar o mundo. Se você chegou até aqui, é porque você tem tudo isso. Que tal começar aos poucos?

História Vocacional: Ela conta que se rendeu aos encantos da vida religiosa

 


"Eu paguei a língua", disparou a Irmã Maria José de Sá, quando em uma conversa descontraída de um domingo a noite, ela relembrava sobre seu processo vocacional para ingresso na Congregação das Irmãs Franciscanas do Sagrado Coração de Jesus. De acordo com o Dicionário da Língua Portuguesa,  a expressão "pagar a língua" é usada quando alguém faz algo que dizia ser contra. 

A sorridente freira sergipana conta que no seu processo inicial de descoberta da vocação, a primeira reação foi rejeitar o estilo de vida e também o modo de vestir das religiosas. "Olhava aquela roupa toda e negava que seria minha opção de vida, meu primeiro contato foi o de não aceitar e dizer que jamais queria aquilo pra mim", relembra, acrescentando, "poucos meses depois já estava pensativa e me questionando a razão de não querer ir e, realmente estava disposta a abraçar essa vida", declara, salientando que se entregou aos encantos da vida consagrada.

A franciscana já soma mais de três décadas de Convento, desse período ela já trabalhou mais de quinze anos com crianças de orfanato e atualmente os seus dons ela utiliza cuidando de freiras idosas e acamadas.

Dona de uma vivacidade típica do povo nordestino, a freira vive longe da terra natal, mas um vez por ano vai de férias ao encontro dos familiares. "É uma tia querida, quando chega em casa os sobrinhos vão logo ficar por perto ", contou Aloísio, irmão mais velho da religiosa.

Atenciosa com quem precisa de cuidados. Eis a definição de Geilza de Sá, irmã caçula da franciscana e que nos afirmou não Imaginar Maria José em outro estilo de vida.

O irmão mais velho nos revelou que os dois sempre foram bem próximos, sobretudo na juventude, quando ela tinha desejo de sair e os pais não permitiam. "Ela tinha vontade de ir em algum lugar, alguma festa e mãe não deixava, mas eu sempre me oferecia e ela ia junto comigo". 

Sobre a aceitação pela escolha da vida religiosa consagrada, o primogênito da família De Sá disse que o pai sempre foi tranquilo para acolher, mas a mãe acabou relutando para a filha não ir embora de casa, porém com o passar do tempo isso foi mudando, pois a felicidade era algo encontrado pela jovem sergipana.

quinta-feira, 13 de abril de 2023

“Cria” de Santa Dulce, Irmã Ressureição espera pela canonização da Beata Lindalva



Com 92 anos, dona de uma admirável lucidez, uma biografia carregada de experiência e conhecimentos com grandes nomes da vida religiosa da Bahia e do Brasil, como foi o caso do seu despertar para a vida consagrada que aconteceu ao experimentar trabalhar com a Santa Dulce dos Pobres, a Irmã Maria da Ressureição, religiosa na Congregação Franciscanas do Sagrado Coração de Jesus, não esconde a ansiedade e o desejo de ainda acompanhar a canonização de outra santa brasileira. A expectativa da dinâmica e enérgica freira é ver a Beata Lindalva Justo, consagrada na Congregação das Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo ser proclamada santa pela Igreja Católica. 

 Irmã Lindalva foi assassinada em 1993 por um interno do Abrigo Dom Pedro II, localizado na cidade de Salvador, capital baiana. A experiente religiosa ao recordar da jovem vicentina estampa nos olhos uma contagiante emoção. “Lembro-me como se fosse hoje o dia que ela se tornou beata e a mãe entrou com a relíquia da filha, tive a graça de conhecê-la e escutar que se sentia feliz, pois Lindalva tinha se doado a Deus de corpo e alma, sendo fiel até o fim”, relembra, enfatizando a emoção do ato solene. 

 É com veemência que a freira nonagenária pontua as virtudes e modelo de vida da jovem mártir vicentina. “Muito alegre, nos encontrávamos nas missas do abrigo administrado pela congregação que ela fazia parte e foi neste lugar que aconteceu o martírio. Se tratava de uma religiosa caridosa, humilde, que vivenciava claramente o voto de pobreza”. (Clécia Rocha)

terça-feira, 11 de abril de 2023

Irmãs Servas da Sagrada Família e o aumento das vocações adultas

 


Entende-se por vocação adulta a pessoa que já tem personalidade formada, tem independência financeira, liberdade interior e que conseguiu determinado grau de sabedoria a partir de experiências de vida. Mulheres neste patamar não tinham mais a possibilidade de iniciar um processo de acompanhamento vocacional para ingresso na vida religiosa. 

Acompanhando as mudanças da sociedade, sobretudo na Igreja e no mundo e buscando ficar atentas ao fenômeno que tem acontecido em diversas Arquidioceses e instituições religiosas do país, o surgimento de vocações maduras é uma realidade para as Irmãs Servas da Sagrada Família, família religiosa que tem sede na cidade de Salvador, capital baiana. 

Valorizando e acolhendo, as Servas da Sagrada Família têm buscado realizar um trabalho diferenciado com essas vocações. A religiosa Bernadete Motta, animadora vocacional da Congregação, avalia que a experiência das pessoas que buscam a vida religiosa em idade madura representa uma riqueza frequentemente não aproveitada devido aos limites de idade estabelecidos para a admissão de candidatas na maioria das congregações. 

A irmã Maria Luciene, superiora geral das Servas da Sagrada Família até janeiro de 2023, defende o acolhimento das vocações maduras por acreditar que a realidade da família mudou e a cabeça do jovem não é mais a mesma, uma vez que, estudam, ingressam no mercado de trabalho, se casam com mais idade, logo, as decisões mais importantes são tomadas tardiamente. Sobre a opção vocacional, ela enfatiza que não é diferente, pois tem sido mais comum perceber um maior número de pessoas com mais de 30 anos com interesse de iniciar um acompanhamento vocacional, pois sentem-se chamadas a vida religiosa. 

Na família religiosa das servas, o processo de acompanhamento vocacional dos mais amadurecidas não difere dos mais jovens, pois o encontro, visitas as famílias e demais atividades não podem se ausentar de nenhuma etapa formativa. 

Adriana Mendes, enfermeira, 42 anos, ressalta que muitas pessoas capazes se sentem frustradas por ter a sensação de chamadas a vida religiosa e que não há maneira de responder positivamente”, uma vez que para muitas congregações religiosas, a idade não mais permite. “Fiquei impossibilitada e cuidando de minha mãe até o fim da vida dela, e agora com 42 anos eu recebo como respostas das irmãs que a minha idade não mais permite entrar na vida religiosa”, lamenta. 

Ainda sobre o fenômeno das vocações amadurecidas, existem casos que podem ser denominados de retomada a uma vocação abandonada. Comumente esse abandono pode ocorrer por diversos fatores, um deles é a rota por caminhos distintos, especificamente o matrimônio, o cuidado de crianças ou de seus pais anciãos. 


sábado, 18 de março de 2023

Viver em Fraternidade


Francisco não se chamava de Dom, nem de Senhor Francisco, mas de Frei Francisco. Frei/frade são palavras derivadas do latim frater, que significa irmão. O frade é aquele que busca viver em comunidade, formando uma família, na qual há um só Pai – Aquele que está nos céus – e todos são irmãos de todos. Francisco viveu uma intensa relação de fraternidade com Cristo, o que fez dele um dom para os seus irmãos. E ele recomenda aos frades: "E sejam irmãos entre si". Na vida fraterna franciscana não pode haver irmãos de primeira ou de segunda categoria, todos são iguais em dignidade e direitos, respeitando-se o dom próprio que cada irmão recebe para ser posto a serviço da comunidade. A fraternidade franciscana envolve não só a comunidade de frades ou a família franciscana, mas alcança toda a humanidade e ainda a criação inteira, daí Francisco chamar de irmão o lobo, a água, o vento e até a morte corporal. 

Crônica da Fundação do Mosteiro do Salvador

O Mosteiro do Salvador nasceu quando a  Congregação Beneditina do Brasil festejava os 150 anos de existência. O Cardeal Primaz do Brasil, D....