segunda-feira, 8 de maio de 2023

História Vocacional: Ela conta que se rendeu aos encantos da vida religiosa

 


"Eu paguei a língua", disparou a Irmã Maria José de Sá, quando em uma conversa descontraída de um domingo a noite, ela relembrava sobre seu processo vocacional para ingresso na Congregação das Irmãs Franciscanas do Sagrado Coração de Jesus. De acordo com o Dicionário da Língua Portuguesa,  a expressão "pagar a língua" é usada quando alguém faz algo que dizia ser contra. 

A sorridente freira sergipana conta que no seu processo inicial de descoberta da vocação, a primeira reação foi rejeitar o estilo de vida e também o modo de vestir das religiosas. "Olhava aquela roupa toda e negava que seria minha opção de vida, meu primeiro contato foi o de não aceitar e dizer que jamais queria aquilo pra mim", relembra, acrescentando, "poucos meses depois já estava pensativa e me questionando a razão de não querer ir e, realmente estava disposta a abraçar essa vida", declara, salientando que se entregou aos encantos da vida consagrada.

A franciscana já soma mais de três décadas de Convento, desse período ela já trabalhou mais de quinze anos com crianças de orfanato e atualmente os seus dons ela utiliza cuidando de freiras idosas e acamadas.

Dona de uma vivacidade típica do povo nordestino, a freira vive longe da terra natal, mas um vez por ano vai de férias ao encontro dos familiares. "É uma tia querida, quando chega em casa os sobrinhos vão logo ficar por perto ", contou Aloísio, irmão mais velho da religiosa.

Atenciosa com quem precisa de cuidados. Eis a definição de Geilza de Sá, irmã caçula da franciscana e que nos afirmou não Imaginar Maria José em outro estilo de vida.

O irmão mais velho nos revelou que os dois sempre foram bem próximos, sobretudo na juventude, quando ela tinha desejo de sair e os pais não permitiam. "Ela tinha vontade de ir em algum lugar, alguma festa e mãe não deixava, mas eu sempre me oferecia e ela ia junto comigo". 

Sobre a aceitação pela escolha da vida religiosa consagrada, o primogênito da família De Sá disse que o pai sempre foi tranquilo para acolher, mas a mãe acabou relutando para a filha não ir embora de casa, porém com o passar do tempo isso foi mudando, pois a felicidade era algo encontrado pela jovem sergipana.

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