Com 92 anos, dona de uma admirável lucidez, uma biografia carregada de experiência e conhecimentos com grandes nomes da vida religiosa da Bahia e do Brasil, como foi o caso do seu despertar para a vida consagrada que aconteceu ao experimentar trabalhar com a Santa Dulce dos Pobres, a Irmã Maria da Ressureição, religiosa na Congregação Franciscanas do Sagrado Coração de Jesus, não esconde a ansiedade e o desejo de ainda acompanhar a canonização de outra santa brasileira. A expectativa da dinâmica e enérgica freira é ver a Beata Lindalva Justo, consagrada na Congregação das Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo ser proclamada santa pela Igreja Católica.
Irmã Lindalva foi assassinada em 1993 por um interno do Abrigo Dom Pedro II, localizado na cidade de Salvador, capital baiana. A experiente religiosa ao recordar da jovem vicentina estampa nos olhos uma contagiante emoção. “Lembro-me como se fosse hoje o dia que ela se tornou beata e a mãe entrou com a relíquia da filha, tive a graça de conhecê-la e escutar que se sentia feliz, pois Lindalva tinha se doado a Deus de corpo e alma, sendo fiel até o fim”, relembra, enfatizando a emoção do ato solene.
É com veemência que a freira nonagenária pontua as virtudes e modelo de vida da jovem mártir vicentina. “Muito alegre, nos encontrávamos nas missas do abrigo administrado pela congregação que ela fazia parte e foi neste lugar que aconteceu o martírio. Se tratava de uma religiosa caridosa, humilde, que vivenciava claramente o voto de pobreza”. (Clécia Rocha)
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